domingo, 13 de novembro de 2011

SERMÕES BASEADOS EM EXPERIÊNCIAS VIVIDAS PELO PROFETA ELISEU

SERMÕES BASEADOS EM EXPERIÊNCIAS VIVIDAS PELO PROFETA ELISEU

a) Seja realmente chamado por Deus  (v. 16)
            Não é o pastor quem escolhe “ser pastor”, mas Deus quem o escolhe para esta obra.  Jesus deixa claro isto em João 15:16 Vós não me escolhestes... mas eu vos escolhi a vós...  O Senhor da Igreja é quem escolhe e dá o dom ao servo para exercer este ministério (Efésios 4:10 e 11).

 b)  Seja predisposto ao trabalho árduo  (v. 19)
            Elias encontrou o profeta escolhido por Deus no árduo trabalho de arar a terra.  Igualmente, o ministério exige, sempre, árdua labuta.  Jesus mesmo usou metáforas de trabalhos árduos para referir-se ao ministério:  apascentar ovelhas, lançar mão do arado, pescar, cingir-se de madrugada, etc.  Na carta-testamento de II Timóteo, o apóstolo Paulo refere-se várias vezes ao seu próprio sofrimento e conclama seu filho na fé a participar dos sofrimentos inerentes ao ministério (1:8, 12, 2:3, 4:5).

 c) Dê prioridade ao Senhor e sua obra  (v. 20)
            Podemos comparar a atitude de Eliseu com a do homem que declarou a Jesus:  Senhor, eu te seguirei;  mas deixa-me primeiro despedir-me dos que estão em minha casa  (Lucas 9:61).  Este diferencia-se de Eliseu porque desejava buscar a aprovação da família  (a palavra usada para “despedir” tem o significado de “buscar consentimento”).

 d) Seja humilde para servir ao próximo  (v. 21)
            Durante sete anos Eliseu serviu a Elias.  Em II Reis 3:11, mesmo depois da partida de Elias, Eliseu continuava a ser lembrado como aquele que deitava água nas mão de Elias.  Jesus deixou-nos exemplo ao lavar os pés dos apóstolos.  O ministério pastoral exige humildade para servir.          
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2)  CRENTES QUE FAZEM DIFERENÇA   (II Reis 2:4-11)

            Há uma quantidade de cristãos nominativos, que nenhuma diferença faz a favor do Evangelho.  Percebamos nas atitudes de Eliseu como um cristão pode constituir-se nalguém que faz diferença onde vive.

 a)  Seguindo seu mestre de perto  (vs. 4 e 6)
            Eliseu fez questão de permanecer junto de Elias durante todo o tempo.  Diferentemente dos “filhos dos profetas”, ele acompanhou seu mestre até o fim.  Igualmente, o cristão autêntico, que diferencia-se neste mundo, segue Jesus de perto.  Em Lucas 22, na narrativa da prisão de Jesus, no verso 54 lemos:  “e Pedro seguia-o de longe”.  Em seguida, o evangelista nos afirma das três negativas de Pedro para com Jesus.  Hoje, muitos há que seguem Jesus de longe e o resultado disso é escândalo para o Evangelho.

 b)  Imitando o modelo de vida de Cristo  (v. 9)
            Eliseu pediu “porção dobrada” do espírito de Elias.  Podemos entender nisto o desejo do discípulo de ser tão ou melhor do que seu mestre.  Que ousadia!  Mas o desafio que a Palavra de Deus nos coloca é justamente este:  imitar a Cristo, sendo dignos da nomenclatura “cristãos” (vide I Cor 11:1).  “A Bíblia nos ensina a nos contentarmos com o que temos, mas nunca com o que somos” (J. Blanchard).

 c)  Fazendo uso do poder de Cristo  (v. 14)
            Eliseu apropriou-se da capa de Elias e, imediatamente, usufruiu do mesmo poder que habitava em Elias ao ferir as águas do Jordão com a capa.  Em conseqüência disto os discípulos de Elias, que aguardavam ao longe, logo notaram que Eliseu fora investido pelo mesmo poder (v. 15).  Igualmente, Jesus dá-nos poder, o poder do Seu Nome!  O crente que faz diferença neste mundo é alguém que usufruiu deste poder, a exemplo da Igreja apostólica em Atos (vide Atos 3:6, 16, 16:8).
             Para que Eliseu chegasse ao ponto de ocupar a função profética antes desenvolvida por seu mestre, Elias, foram necessários sete anos de intensa convivência e aprendizado, resultando num ministério tremendamente importante na vida de Israel durante décadas.  Somos desafiados como crentes em Jesus a seguí-lo de perto, ter comunhão com Ele, conhecer sua palavra e seu modelo de vida, imitá-lo, fazer a sua obra, representá-lo como seus embaixadores.          Subir

3)  REMOVENDO A AMARGURA   (II Reis 2:19-22)

             Jericó era uma bela cidade, tinha de tudo para oferecer uma vida feliz aos seus habitantes.  Entretanto, seu povo era infeliz em virtude das “águas amargas”.  A Bíblia informa que suas águas eram péssimas (v. 19).  Igualmente há vidas preciosas na Igreja do Senhor que, embora agraciadas com beleza, inteligência e capacidade, padecem da “amargura de coração”.

a) Amargura: um mal que aflige crentes! 
            
Convivemos em comunidade e não é raro que conflitos, desavenças, ressentimentos, se desenvolvam e contaminem o coração do crente com amargura.  Daí a Bíblia conter fatura de admoestações acerca da necessidade de “tirar do nosso meio toda amargura” (Efésios 4:31), de “não deixar que a raiz de amargura brote e contamine” (Hebreus 12:15).  O motivo pelo qual precisamos afastar a amargura de nós é claro: esterilidade.

b) O resultado da amargura:  esterilidade  (v. 19) 
            
Assim como em Jericó, cidade tão “agradável”, conforme o testemunho de seus habitantes, a amargura das águas impedia a felicidade do seu povo e o crescimento da cidade, a amargura de coração remove a alegria inerente ao servo do Senhor e o priva de frutificar na obra de Cristo.  Uma alma amargurada perde até mesmo a alegria de cultuar ao Senhor! (“Se você não tem alegria na vida cristã, existe vazamento em algum lugar no seu Cristianismo” Billy Sunday). 
            
Outro aspecto a destacar é a capacidade que a amargura enraizada tem de contaminar outras vidas:  “e que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” (Hebreus 12:15).  A esterilidade resultante da amargura tende a alastrar-se pela Igreja do Senhor!  É um mal terrível!  O que fazer contra isso?

c)  É preciso recorrer ao Senhor para purificar-se  (v. 21) 
            
Os habitantes de Jericó recorreram à pessoa certa.  Através de Eliseu, o Senhor operou operou o milagre da purificação daquelas águas.  É preciso recorrer à ajuda do Senhor para purificar nossas almas, nossos corações de ressentimentos e amarguras,  de ofensas que já deveriam ter sido perdoadas, de mágoas sem fundamento, de raízes que insistem em brotar e que roubam nossa alegria.
             Recorra ao Senhor e confesse a Ele a amargura que sente, a tristeza, o ressentimento, a dificuldade em perdoar...  Seja sincero diante dEle e, humildemente, peça-lhe ajuda.  Deus, então, removerá a amargura do seu coração.       Subir  

4)  A MAIS TERRÍVEL DAS BATALHAS  (II Reis 3:6-25)

                        Os reis de Israel, Judá e Edom se uniram para combater contra Moabe, que revoltara-se contra o domínio de Israel.  Três reis contra um - parecia fácil a vitória.  Porém, a vida lhes reservava uma surpresa, um obstáculo com o qual não poderiam lidar.  Você, também, mais cedo ou mais tarde, terá que reconhecer, se ainda não o fez, o maior embate da sua história.  Sua força, inteligência e recursos materiais não lhe bastam para ganhar esta luta:  a morte sempre vence os que insistem em enfrentá-la com estas armas.  O que fazer, então, para vencer a batalha contra a morte?

 a) Deus está ao alcance dos que o buscam  (v. 14)
            Não havia água para as tropas aliadas e a conclusão do rei Jeorão, de Israel, foi de que a derrota para os moabitas seria inevitável (v. 10).  Entretanto, ali estava Josafá, rei de Judá, homem que conhecia a Deus e que naquela situação desesperadora requisitou um profeta de Deus.  Avisaram-no de que Eliseu poderia ser encontrado naquela região e assim o fizeram.  Igualmente, Deus está ao alcance daqueles que o buscam e propenso a socorrê-los (vide Isaías 55:6).  Mas há uma condição para isto:
            - É PRECISO BUSCÁ-LO COM FÉ E HUMILDADE!  Deus não socorreu aos aliados por causa de Jeorão (v. 13), pois este era ímpio, idólatra.  Deus respondeu por meio de Eliseu em virtude de Josafá realmente confiar nEle (v. 14).
            E o que Deus faz por aqueles que o buscam, crédulos e humildes, para lhes dar vitória nesta batalha contra a morte?

b) Deus providenciou um rio de água da vida (v. 20)
            A ordem dada pelo profeta era que fizessem poços naquele vale.  Em nome do Senhor ele prometeu que, mesmo sem chuva, aqueles poços se encheriam de águas no dia seguinte (v. 17).  Quer surpresa, sem vento, sem chuva, conforme Deus falara, surgiu a tão preciosa água.  Jesus revelou-se como “a água da vida” (João 4:10, 7:37 e 38) e é a fé nEle que nos possibilita vencer nesta terrível batalha.  Jesus é o milagre de Deus para nos tornar vitoriosos e não somente sobre a morte, resultado do nosso pecado, mas também sobre o inimigo de nossas almas.  
            
E o que Jesus fez para nos garantir esta vitória?

 c) A função do sangue na nossa vitória  (v. 23)
            A Bíblia ensina sobre o valor do sangue derramado por Jesus na cruz, em sacrifício por nós, para salvação de quem crê  (Mateus 26:28, Atos 20:28, Romanos 5:8 e 9).  Este foi o plano traçado por Deus na eternidade para nos salvar.  Interessantemente, as águas que jorraram naquele vale da terra de Edom tinham “cor de sangue”.  Isto levou os moabitas a pensarem que as águas estavam tingidas pelo sangue derramado pelos exércitos aliados que teriam se auto-destruído (v. 22).  Afoitamente, os moabitas correram em busca dos depojos, tornando-se presas fáceis.  A cor de sangue das águas possibilitou a esmagadora vitória.  O sangue derramado na cruz é que garante nossa vitória (Romanos 8:37).
            - A DIFERENÇA ENTRE JEOVÁ E O DEUS MOABITA  (vs. 26 e 27):  A batalha encerrou-se com um incidente terrificante.  O rei Moabita, Mesa, adorador do deus Canos, desesperado pela ineficiência do seu deus, decidiu sensibilizá-lo, matando seu filho primogênito sobre o muro da cidade, em sacrifício.  Isto indignou os soldados aliados.  Que diferença...  Jeová foi quem deu seu Unigênito para morrer na cruz para nos salvar!  Basta crer e invocá-lo em oração e Ele vai ouvi-lo.
             Seja vitorioso diante desta batalha contra a morte.  Creia no poder do sangue de Jesus, confesse-o como Senhor e Salvador.  Este é o caminho para tornar-se vitorioso  (“O céu pagará qualquer prejuízo que possamos sofrer para ganhá-lo, mas nada poderá pagar o prejuízo de perdê-lo” Richard Baxter).      Subir  

5)  A PROVIDÊNCIA DIVINA  (II Reis 4:1-7)

             Quantos de nós, crentes, podemos testemunhar de como Deus é fiel em suprir nossas necessidades?  Posso me lembrar de inúmeras vezes quando provei de quão fiel é Deus em suas promessas e digo “amém” à observação de Davi:  “nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Salmo 37:25).  Neste episódio do ministério de Eliseu encontramos um exemplo de como Deus age para sustentar seus servos.

a)  O sustento dos servos do Senhor é garantido  (v. 1)
            Aquela mulher viúva de um “filho de profeta” e seus dois filhos puderam recorrer a Eliseu na certeza de que seriam socorridos.  Afinal, o chefe daquela família fora homem temente a Deus, um servo do Senhor.  E a Bíblia diz que Deus cuida daqueles que a Ele servem e nele confiam  (vide Mateus 6:25-31,  10:29-31).  A oração é nosso recurso para encontrar auxílio divino (João 14:13, Filipenses 4:6).  Há um elemento fundamental para gozar da providência divina, sem ele as bênçãos ficam impedidas de nos alcançar: a fé.

b) Deus honra a fé dos seus servos  (vs. 4 e 6)
            O Deus Eterno se agrada da fé de seus servos (Hebreus 11:6) e a mulher que procurou Eliseu em busca de ajuda demonstrou fé diante da palavra do profeta.  Pediu emprestadas vasilhas aos visinhos e, exatamente como falara Eliseu, encheu-as de azeite miraculosamente multiplicado. A multiplicação do azeite durou até que a última das vasilhas fosse cheia;  nem mais, nem menos.
            Assim costuma Deus fazer conosco:  Ele honra nossa fé.  Jesus enfatizou esta questão, inclusive censurando seus discípulos pela “pequena fé” (Mateus 14:31).  Em Mateus 8:13 Jesus disse ao centurião que buscava cura para seu servo:  “vai-te, seja feito conforme a tua fé”.  Em Mateus 9:29 e 30  Jesus curou dois cegos dizendo:  “Faça-vos conforme a vossa fé”.  No capítulo 17 de Mateus o Senhor ensina das possibilidades de uma “fé do tamanho de um grão de mostarda”(v. 20).  Deus sustenta seus servos, na medida em que confiam nEle!
             Sirva ao Senhor fielmente.  Confie nEle e prove da fidelidade de Deus em prover nossas necessidades vitais.  Louvado Seja Deus porque, mesmo quando dormimos, Ele trabalha por nós e provê Seus filhos das bênçãos que precisamos;  sobretudo, daquelas que o dinheiro não compra (vide Salmo 127:2). 
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6)  UMA SERVA DE DEUS APROVADA  (II Reis 4:8-37)

             Por não conhecermos o nome da mulher desta história nós a chamamos de Sunamita, face ter morado em Suném, cidade que ficava entre o Monte Carmelo e a cidade de Samária.  Nesta mulher agraciada com um filho mediante um milagre, visto que seu marido era de idade avançada (v. 14), encontramos características fundamentais à mulher cristã aprovada por Deus.

a) UMA DISPOSIÇÃO PARA SERVIR  (vs. 8 a 10)
            Sendo uma mulher rica, esta serva do Senhor dispunha-se a hospedar o profeta Eliseu em sua casa, gentilmente.  Bondade, benevolência e hospitalidade são qualidades inerentes às servas de Cristo.  Seu desejo de servir era tão acentuado que chegou a prover um quarto exclusivo ao profeta (v. 10).  Assim nos acostumamos a ver as mulheres cristãs agindo para com o Senhor Jesus:  servindo-o com seus bens (Mateus 27:55, Lucas 8:2 e 3).  Além da disposição em servir na obra do Senhor encontramos outra característica cristã na Sunamita:  o discernimento.

b) A SABEDORIA NO DISCERNIMENTO  (v. 9)
            Aquela mulher foi quem alertou seu marido:  “eis que tenho observado...”, disse ela, “e eis que este... é um santo homem de Deus”.  Ela teve olhos para notar que Eliseu não era uma pessoa comum; observando-o reconheceu a presença do Espírito de Deus sobre ele.  Igualmente, a mulher cristã precisa ser sábia em observar e discernir a verdade e a vontade de Deus.  Tocante é a experiência narrada por João acerca do encontro de Maria Madalena com Jesus, à porta do sepulcro (João 20:15 e 16).  Chorava Maria Madalena por não ter encontrado o corpo de Jesus quando este lhe apareceu:  “Maria!”.  Ele falou e, imediatamente, ela o reconheceu:  “Raboni”.  A mulher cristã pode receber de Deus sabedoria e capacidade para discernir Sua vontade.  
            
A Sunamita nos apresenta ainda outra virtude da mulher cristã aprovada: seu contentamento.

c) O CONTENTAMENTO (v. 13)            Eliseu queria recompensar a Sunamita, porém, esta nada quis lhe pedir!  Embora nenhum filho tivesse, recusou perdir-lhe alguma coisa.  E olhe que Eliseu lhe ofereceu qualquer tipo de auxílio.  Podemos entender assim sua resposta:  “Eu estou contente com o que tenho”.  Da mesma forma a Palavra nos aconselha a fugir da ambição:  “Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes...” (Hebreus 13:5).  Que grande virtude!  Há ainda outra qualidade a destacar na Sunamita: sua confiança em Deus.

d) CONFIANÇA EM DEUS (v. 23)
            Ao ver seu filho morto a Sunamita não se desesperou, nem se revoltou, nem murmurou.  Pelo contrário, disse ela a seu marido:  “Tudo vai bem”.  Diante do infortúnio, decidiu recorrer ao profeta.  Ela não ficou a lamentar o ocorrido, mas partiu em busca de uma solução junto ao homem de Deus.  Eis aí mais uma das características da mulher cristã aprovada, a confiança no poder sem limites do nosso Deus.  Na adversidade, não lamenta, mas busca auxílio no seu Deus.
             Foi por estas qualidades que o Senhor abençoou a Sunamita, fazendo dela uma bênção até hoje.  O capítulo 8 de II Reis conta que esta mulher foi peregrinar junto com seu filho na terra dos filisteus, recomendada por Eliseu.  Passados sete anos, ao retornar, encontrou sua propriedade invadida.  A providência divina possibilitou que o rei de Israel estivesse a ouvir de Geazi, servo de Eliseu, a história dela quando chegou a Sunamita para requerer justiça.  Diante de tão grande testemunho o rei julgou com plena justiça sua causa.  Que o Senhor encha nossas Igrejas de mulheres com poderosos testemunhos de fé.     Subir
  
7)  LIDANDO COM AS ADVERSIDADES  (II Reis 4:18-37)

             Eliseu é um bom exemplo de como devemos lidar com as adversidades.  Alguns anos antes o profeta prometera à Sunamita um filho.  Posteriormente, este filho faleceu e a mulher foi ter com o profeta.  A maneira como Eliseu lidou com o problema nos ensina lições preciosas. 

a)  OS SERVOS DO SENHOR ESTÃO SUJEITOS À ADVERSIDADES (v. 27)
            Eliseu foi pego de surpresa com a fatalidade.  Deus lhe encobrira o fato.  Repentinamente o profeta foi obrigado a lidar com um grave problema: a mãe aos seus pés, amargurada, a questionar a promessa que o mesmo profeta lhe fizera acerca do menino.  Isto nos ensina que, como crentes, estamos sujeitos às interpéries, às adversidades da vida.  No entanto, nunca esqueçamos que Deus tem propósitos nas nossas adversidades (Romanos 8:28).

b) ADVERSIDADES NOS ENSINAS A ORAR E A CONFIAR NO SENHOR (v. 33)             Eliseu nos deu um grandioso exemplo de confiança e persistência na oração.  O grave problema que tinha a resolver não o desesperou.  Ao contrário, orou e perseverou em buscar no Senhor a solução:  que o menino revivesse.  A Palavra de Deus nos conclama a agir assim:  “pedi... buscai... batei...” (Mateus 7:7),  “não andeis ansiosos... antes em tudo sejam conhecidos os vossos pedidos diante de Deus pela oração...” (Filipenses 4:6).  Quando Deus nos consente uma adversidade, Seu propósito é nos ensinar a confiar nEle.

c) NOSSA VITÓRIA TESTEMUNHA DO PODER DO SENHOR  (v. 37)
            O menino reviveu às custas da oração persistente de Eliseu e, em conseqüência, o fato tem sido narrado como demonstração do poder de Deus.  Em II Reis 8, encontramos o servo de Eliseu sendo chamado à presença do rei de Israel para narrar os feitos do profeta após 7 anos deste ocorrido.  A história contada por Geazi ao rei lhe causou profunda impressão (v. 5).  Da mesma forma nossas vitórias sobre as adversidades servem de testemunho para glória do nosso Deus.
            A maneira correta de lidar com as adversidades é, fugindo da murmuração, confiar no Senhor e aprimorar-se na oração fervorosa e persistente.  Além da edificação espiritual com a qual saímos da adversidade, nossa vitória testemunha do poder do Senhor.              Subir

8)  A TENTAÇÃO DO GANHO FÁCIL  (II Reis 5:20-27) 

            Geazi, o servo de Eliseu, achou que poderia facilmente lucrar, desde que corresse até Naamã e lhe contasse uma boa e comovente história.  Ele não precisaria de toda a prata, ouro e vestidos que o general sírio trouxera e que o profeta recusara, bastariam um pouco de prata e duas vestes.  A conseqüência terrível que esta atitude de Geazi trouxe para si nos serve de alerta contra esta tentação a que estamos sujeitos.  Cuidemos de não cometer os seguintes equívocos: 

a) PENSAR QUE ‘TER’ É MAIS IMPORTANTE  (v. 20)
            Freqüentemente estamos sujeitos a pensar como Geazi, que o mais importante é ter a prata e as vestes, do que ser “irrepreensível e sincero” (Filipenses 2:15).  O Senhor Jesus lidou com esta tentação quando o Diabo o levou ao alto de um monte e, mostrando-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, disse-lhe:  “Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares” (Mateus 4:8 e 9).  A resposta de Jesus foi que somente a Deus devemos adorar e só a Ele servir.  Não importa o prejuízo financeiro e material que isto traga, primeiro devemos buscar o Rei e Sua justiça (Mateus 6:33).  Lembre-se de que o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males e por isso muitos crentes trazem sofrimentos terríveis para suas vidas! (I Timóteo 6:10).

b) COMPROMETER O NOME DO SENHOR  (v. 26)
            O senhor de Geazi lhe perguntou:  “Porventura não foi contigo o meu coração...?  Era isto ocasião para receberes prata e roupa...?”  Geazi usara o nome de seu senhor para ludibriar Naamã.  O crente tem um Senhor, Jesus Cristo e, toda vez que cai em tentação, está comprometendo o Nome do seu Senhor!  Eis aí o escândalo.  É preciso resistir à tentação do ganho fácil para que o Nome do Senhor não seja blasfemado.

c) AS TERRÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS DO CAIR EM TENTAÇÃO  (v. 27)
            Geazi herdou a lepra de Naamã e sua descendência também colheu das conseqüências. São as muitas dores, com as quais alguns que se desviaram da fé, foram traspassados, segundo o apóstolo Paulo em I Timóteo 6:10.  Nesta mesma carta o apóstolo escreve, no capítulo 1, sobre os que “naufragaram na fé”.  Geazi naufragou quando caiu na tentação do ganho fácil.  Isto tem que servir de alerta para você!
            Cuide-se para não cair nesta tentação.  Lembre-se de que todos estamos sujeitos a cair (I Coríntios 10:12), mas que Deus mesmo está disposto a auxiliar-nos (I Coríntios 10:13).

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Oração respondida

A fórmula da oração

Certo dia, os discípulos de Jesus ficaram maravilhados com a maneira como Ele orava. Um deles, imediatamente, pediu-lhe que os ensinasse a orar, assim como João Batista havia ensinado aos seus discípulos.

Orar de modo correto é o que fará a oração ser vitoriosa. Orar por orar não produz nenhum resultado. A oração só deve ser feita se for para ter sucesso.

Esta lição é sobre a fórmula da oração - a oração que deve ser feita para reverter uma situação considerada insolúvel.

Há que ter uma explicação para o fato de uns orarem e obterem o que desejam, enquanto outros oram e não conseguem resposta alguma. É na Palavra de Deus que vamos encontrar tal resposta.

Os heróis da fé conheciam os princípios que faziam as suas orações serem produtivas e operantes. Usando estes princípios, eles venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga exércitos de estrangeiros, etc.

Que a partir desta lição não haja mais para você o dissabor de ter lutado e não ter conseguido, de ter orado e não ter obtido resposta. Que o Senhor possa sempre conduzi-lo em triunfo.

Em Cristo, R.R. Soares

Dica: passe o mouse sobre os links laranjas para ler as Passagens Bíblicas!
A oração é uma das coisas mais importantes da nossa vida. Ela é o recurso que temos nos momentos difíceis e dela todos os seres humanos fazem uso.

Apesar de tudo o que a oração é e representa para o cristão, são poucos os que sabem fazê-la. Quando os discípulos de Jesus viram que Ele obtinha sucesso em todas as suas orações, chegaram-se a Ele, e Lhe pediram que os ensinasse a orar. Certamente que existe uma maneira correta de fazer aquilo que Deus considera como oração. Os heróis da fé sabiam fazê-la, e, por isso, venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram e puseram em fuga exércitos de estrangeiros. Sim, tudo isto e muito mais conseguiram, porque sabiam fazer aquilo que pelo Senhor é considerado como oração.

E você, já sabe fazer a oração que move a mão do Senhor e faz com que o poder celestial opere em seu favor? Há muita coisa boa esperando por você. Aprenda a fazer a oração da fé e passe a desfrutar do melhor desta vida.

Não vamos, nesta lição, estudar todos os tipos de orações, mas a fórmula da oração que devemos fazer para vencermos os males. Existe tal fórmula?


Sim. No livro de Isaías 43.26, está escrito:

Procura lembrar-me; entremos em juízo juntamente; apresenta as tuas razões, para que te possa justificar.

Temos aí nesta declaração de Isaías a fórmula da oração que nos fará vitoriosos.


1°-PROCURA LEMBRAR-ME

Ao entrarmos na presença do Senhor, devemos fazê-Lo saber que estamos ali porque somos Seus filhos, porque a Palavra dEle nos garante a bênção e porque acreditamos que Ele é poderoso para nos conceder a graça. Se quisermos ser atendidos em nossa petição, temos que entrar em Sua santa presença, lembrando-O de tudo aquilo que a Sua Palavra nos promete e garante nos pertencer.

Alguém poderá perguntar se Deus é esquecido. Poderá questionar que - desde que Ele é onisciente - Ele sabe tudo e, por isso, não precisamos lembrá-Lo. Ainda poderá argumentar que o próprio Senhor Jesus ensinou que o Pai sabe do que precisamos antes de Lhe pedirmos a bênção, pois foi assim que Jesus ensinou: ...porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes (Mt 6.8).

Não é que o Senhor tenha estes ou quaisquer outros problemas, nem que existam contradições na Bíblia Sagrada. Isto nada tem a ver com o ensinamento de Jesus que acabamos de ver. O que realmente o Senhor quer dizer por lembrar-me, é o seguinte:

Quando vamos orar, nem sempre estamos desligados das coisas materiais que nos cercam. Muitas vezes, estamos tão rodeados pêlos problemas que não conseguimos nos concentrar, nos ligar em Deus, e a nossa oração fica vazia e destituída de fé, poder e autoridade e, por conseguinte, não recebemos o que pedimos ou determinamos.

Quando começamos a orar lembrando ao Senhor as Suas promessas, estamos na verdade fazendo mais bem a nós do que propriamente lembrando a Deus. Estamos como que "escovando" o nosso espírito, "lustrando" a nossa verdadeira pessoa - o nosso espírito. Ao lembrar ao Senhor tudo aquilo que nós conhecemos e cremos na Sua Palavra, estamos verdadeiramente de novo, ou pela primeira vez, dando ouvidos à Palavra de Deus; sabemos que é por dar ouvidos à Palavra que a fé vem ao nosso coração. Então, estamos fazendo, na verdade, um bem infinitamente maior à nossa própria pessoa.

Aqueles que usam este método sabem que isto é verdade, pois Deus não precisa de que nós O lembremos para que Ele próprio fique ciente de que nos havia prometido aquela bênção.


2° - ENTREMOS EM JUÍZO JUNTAMENTE

A oração é um julgamento. Uma batalha. Uma guerra. Ao entrarmos em oração, devemos fazê-la lembrando que estamos verdadeiramente entrando para decidir uma situação.

Deus diz que devemos entrar em juízo. Ninguém entra em juízo de qualquer maneira. Se levamos alguém a juízo, ou se somos levados por alguém, devemos nos preparar para a batalha. Certamente o nosso adversário vai usar de todos os meios e métodos imagináveis para ter vitória sobre nós. E nem sempre quem tem direito é quem ganha, mas sim quem consegue "provar" a sua "inocência" ou "razão". Precisamos, então, nos preparar para entrarmos em juízo, e isto nos leva de volta ao primeiro passo que é o de lembrá-Lo.

Após termos "lembrado" ao Senhor, devemos entrar juntamente com Ele em juízo. Não podemos ir sozinhos nem tão pouco pedir a Deus que Ele vá por nós. Ele diz que temos que ir juntamente. A batalha é nossa e não do Senhor, e temos que fazer com Ele a nossa defesa e o nosso ataque.

Isso é certeza de vitória. Quando e onde foi registrado que Deus tenha perdido uma só batalha? Isto é simplesmente impossível de acontecer.

Entrar juntamente com o Senhor no julgamento é encontrar aquela promessa ou declaração que Ele faz a respeito da nossa posição diante daquela situação; e então, destemidamente, iniciar a oração, especificando o motivo dela - logicamente que usando o Nome de Jesus - e partir para cima do adversário, exigindo que ele e tudo o que é dele saiam de nossa vida, família e propriedade.


3° - APRESENTA AS TUAS RAZOES

Depois de termos lembrado ao Senhor o que somos e o que sabemos ser nosso direito, e de termos entrado juntamente com Ele em juízo, precisamos apresentar as nossas razões. Apresentar as nossas razões é fazer o mesmo que fazem os advogados quando estão defendendo alguém. Devemos conhecer o direito que a Palavra de Deus declara ser nosso, e aí, diante do Tribunal Supremo do Universo, que é a própria Palavra, erguer a nossa voz e não aceitar nenhum veredicto a não ser aquele que determinamos. Nesta hora, devemos ficar bem acordados e alerta, pois o inimigo vai tentar de todas as formas nos ludibriar. Às vezes, ele vem bem de mansinho, tentando passar-se pelo Senhor. Ele insinua que nós não merecemos as bênçãos, como se elas nos fossem dadas por merecimentos; e, se não conhecemos os meios pêlos quais elas nos são concedidas - pela graça, mediante a fé - nós podemos ser convencidos de que realmente não merecemos nada e aí teremos perdido tudo.

Como o demônio gosta de que vivamos na ignorância, que sejamos preguiçosos nas coisas espirituais e que não aprendamos aquilo que é nosso! Só assim ele poderá, na hora da nossa oração-julgamento, vir com as suas desculpas esfarrapadas e nos ludibriar. Muitas vezes, ele traz à memória um pecado que havíamos cometido há muito tempo, do qual já nos arrependemos, e, portanto, ele nem mais existe na memória do Senhor. Mas, por não estarmos afiados na Palavra, esquecemos que pecado confessado é pecado inexistente e, então, nos colocamos a confessá-lo de novo, assumindo uma posição de responsáveis por algo que já nem mais existe.

Veja bem a importância de conhecermos os nossos direitos, pois, a pessoa que não os conhece será facilmente enganada pelo maligno. Ela não terá condições de apresentar as suas razões e, assim, não conseguirá pleitear a sua causa, perdendo conseqüentemente a batalha. Lembre-se da lição n° 3, em que estudamos que direito não reclamado é direito inexistente. Você tem direito à bênção. O Senhor Jesus já venceu o diabo por você. Ele já levou as suas doenças para que você não tivesse que levá-las. A Bíblia garante que você é mais do que vencedor. Mas, se você não conhece as declarações da Bíblia que falam da sua posição diante de Deus, você não poderá apresentá-las no julgamento, e certamente ficará sem receber o cumprimento delas.

Quando estamos cientes dos nossos direitos - e isto podemos estar não pelo que desejamos, mas unicamente pelo que a Palavra de Deus afirma -, podemos estar certos de que aquilo que a Bíblia diz ser nosso é o que teremos; Deus não colocou qualquer declaração nas Escrituras só para enfeitá-las. Elas foram colocadas para que pudéssemos ter vida, e vida com abundância.


4° - PARA QUE TE POSSAS JUSTIFICAR

Aqui está claro que Deus não quer que brinquemos de oração nem que sejamos derrotados ao orar. O propósito da oração é que sejamos justificados, o que na linguagem bíblica significa: a vitória na oração.

Só mesmo alguém que desconhece a sua posição em Cristo e os seus direitos na presença de Deus será capaz de fracassar nas batalhas espirituais - tanto pelas bênçãos espirituais quanto físicas ou materiais.

Justificação é um termo próprio da justiça que significa não somente absolver, mas declarar alguém justo, como se esse jamais houvesse pecado em toda a sua vida. A justificação inclui mais do que o perdão dos pecados e a remoção da condenação, pois, no ato da justificação, Deus coloca o ofensor na posição de justo. O presidente da República, por ocasião do natal ou ano novo, pode indultar (perdoar) o criminoso; não pode, porém, reintegrá-lo na posição daquele que nunca desrespeitou a lei.

Ora, sem a justificação, que vem pela fé, jamais teremos paz com Deus. Se não tivermos paz com Ele, podemos esquecer: jamais seremos abençoados. Mas, graças a Deus que isso é possível. É para isso que Ele nos convida.

Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. (RM 5.1)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Colocando minha casa em ordem


Colocando a casa em ordem

-Tema: FAMÍLIA
II Reis 20.1-11
-Introdução: Você já imaginou uma casa de cabeça para baixo? Vivemos em tempos que a família perdeu sua referência de ser um lar. Tudo ficou ao contrário. As pessoas não gostam de ficar em casa. O casamento tem sido desvirtuado. A maternidade foi desvalorizada. Poucos sabem o que é uma família no sentido patriarcal com pai, mãe e filhos.
Qual seria o modelo de família de acordo com a vontade de Deus? O Senhor criou um homem e uma mulher, Adão e Eva, e lhes ordenou “E Deus os abençoou, dizendo: Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra.” (Gênesis 1.28).
O rei Ezequias recebeu esta ordem do Senhor por meio do profeta Isaías para colocar em ordem sua casa. Talvez este colocar em ordem poderia significar pagar as contas, nomear um sucessor para o trono, dividir a herança, pedir perdão alguém que tenha ofendido ou diversas outras coisas. Mas na hora que o rei Ezequias ouviu esta notícia do profeta ele não pensou em nada disso, mas virou-se para a parede e orou humildemente ao Senhor. Ele entendeu que precisava colocar sua vida em ordem espiritualmente.

Como organizar minha casa?


Baseado na experiência de Ezequias no v.3 onde faz a pequena oração “Lembra-te SENHOR, peço-Te...” regada de lágrimas. Será que Deus se lembraria o que você tem feito em sua casa? Vamos refletir sobre como colocar nossa casa em ordem:

1ª ordem – VIDA ESPIRITUAL: v.3a “andei diante de Ti com fidelidade”
Ezequias pediu a Deus para se lembrar de que ele andou diante de Deus com fidelidade. Ele era fiel a Deus em sua casa. Dedicou sua vida à oração. Sua vida espiritual estava em ordem. Ele foi humilde virando-se para a parede para ter um momento a sós com Deus.
A vida espiritual norteia tudo em nossa vida. Se a família é uma prioridade então precisamos orar em família. A casa é um lugar de descansar, comer e fazer suas coisas pessoais, mas deve também ser um lugar de oração. Não podemos dedicar os melhores lugares da casa para a Tv, para a comida ou lazer e não ter um lugar ou um momento de oração e leitura da Bíblia.
Se Deus for se lembrar do que você faz em casa, Ele vai lembrar o quê?
Você tem lido sua Bíblia e orado na sua casa?
Coloque sua vida espiritual em ordem!
                        
2ª ordem - RELACIONAMENTOS: v.3b “com inteireza de coração”
Ezequias pediu ao Senhor para se lembrar também de que ele tinha um coração ‘inteiro’. Isso significa que seu coração não era dividido. Ele era íntegro para com Deus e para com as pessoas principalmente de sua família.
A Bíblia diz “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias 29.13) e “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Marcos 12.30). Precisamos amar a Deus e ao próximo de todo o coração.
Ter um coração inteiro significa não ser fingido, sem divisão. Por isso Tiago nos ensina a limpar nossas mãos e o coração “Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração” (Tiago 4.8).
Nossos relacionamentos mostram se amamos ao nosso próximo. Em casa é onde ficamos à vontade e mostramos quem realmente somos. Quem é você dentro das quatro paredes? Você tem amado seu próximo mais próximo? Seu coração está inteiro ou dividido? Para saber isso basta analisar as discussões, brigas e momentos de raiva. Se você tem falado palavras duras com quem você deveria amar lembre-se de que “a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12.34b). Para colocar os relacionamentos e o coração em ordem basta perdoar quem te ofendeu e exercitar mais o amor.
Você tem amado sua família de todo o coração?
Coloque seus relacionamentos em ordem!

3ª ordem - ATITUDES: v.3c “fiz o que era reto aos teus olhos”
As atitudes mostram quem realmente somos.
Ezequias era um homem que tinha ações que glorificavam a Deus. O templo estava fechado e a primeira coisa que fez quando se tornou rei foi mandar abrir o Templo de Deus (II Crônicas 29.3) e restabeleceu o culto ao Senhor (II Crônicas 29.20-36), celebrou a páscoa que a muitos anos estava esquecida (II Crônicas 30), ordenou a coleta de dízimo e ofertas para a casa de Deus e para o sustento dos sacerdotes e levitas (II Crônicas 31.2-21). Além disso, quando enfrentava os inimigos como Senaqueribe rei da Assíria, antes de tudo orava ao Senhor (II Reis 19.14-19).
Como Ezequias mesmo disse em sua oração, suas atitudes eram retas ‘aos olhos do Senhor’ e não fazia apenas o que era certo aos seus próprios olhos. Ele obedecia a vontade de Deus.
Muitas vezes somos assim, fazemos o que queremos e achamos correto, mas precisamos aprender a ter atitudes que sejam de acordo com a vontade do Senhor por que “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons”(Provérbios 15.3).
Às vezes a família está fora de ordem. Ninguém sabe quem é quem. é preciso definir os papéis. Muitas famílias são dividias por que cada um quer fazer sua própria vontade, os filhos ora desobedecem ao pai, outra hora à mãe e depois não obedece nenhum dos dois. É preciso haver união, pois um reino dividido não subsiste (Marcos 3.24) e não podemos servir a dois senhores (Lucas 16.13). Por isso o pai e a mãe devem entrar em acordo para não dividir os filhos confundindo-os. Para isso é preciso ter atitudes que sejam de acordo com a vontade do Senhor e não nossa.
Quando todos querem o que Deus manda, há união. Mas se cada um buscar seu próprio interesse há divisão.
Quais são as atitudes que você tem tido em sua casa?
Você tem feito sua própria vontade ou o que é “reto aos olhos do Senhor”?
Coloque suas atitudes em ordem com a vontade de Deus!

Coloque sua vida familiar em ordem!
-CONCLUSÃO:
Quando colocamos nossa casa em ordem, mesmo que enfrentemos problemas como Ezequias que ficou doente e recebeu a triste notícia de que iria morrer, Deus manda seu profeta voltar e reverter a situação.
O Senhor disse para Ezequias: “Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que eu te curarei; ao terceiro dia, subirás à Casa do SENHOR” (v.5). Por isso Ezequias ainda viveu mais 15 anos livrando-o de seus inimigos (v.6) e Deus mandou o sol andar para trás 10 minutos com um sinal (v.11).
Quando colocamos nossa casa em ordem para com Deus, o Senhor nos ouve, vê nossas lágrimas, cura, dá vida em abundância e faz o impossível por nossas vidas.
Coloque em ordem:
sua vida espiritual
seus relacionamentos
suas atitudes

Deus move os céus e a terra para nos abençoar.

Quando você carrega uma Bíblia,
Satanás fica com dor de cabeça...
Quando você abre a Bíblia, ele desmorona...
Quando ele vê você lendo a Bíblia, ele desmaia...
Quando ele vê você vivendo o que você lê, ele foge... 

sábado, 22 de outubro de 2011

Senhor eu não sou nada


“Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.” (Tg 4.10)

A idéia bíblica para essa humilhação pode ser entendida por “quebrantamento”, “rendição total”. Há um texto que corrobora com esse, que nos diz: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;” (Mt. 5.3) Quem são os pobres de espírito? Esses são os que se humilham diante de Deus; são aqueles que se encontram rendidos e quebrantados no altar do Senhor. Numa postura de submissão completa diante do Deus que os livrou da morte eterna e como participantes ativos do Reino de Deus, eles empobrecem a si mesmos, para serem cheios dos os valores de Deus. O “pobre de espírito” citado por Jesus no sermão do monte é aquele que consegue mortificar toda a sua carne e valores. Ele abre mão de suas vontades e se torna pobre interiormente, para ser usado por Jesus. Ele reconhece que não é nada! Reconhece suas incapacidades! Ele entende plenamente que necessita diariamente, da cobertura das misericórdias de Deus em sua vida. Acho profunda a maneira como os valores de Deus solapam nossas convicções e motivações. Compreendemos então que, para Deus nos usar, é necessário que sejamos reduzidos a nada. Sim! É a partir desse nada que se quebrantou e se humilhou no altar do Senhor, que Deus irá ministrar os seus valores e fazer dessa vida um instrumento que glorifique o Seu nome na terra. Esse é o caminho da exaltação que provém de Deus. Você está disposto a pagar o preço? Está disposto a abrir mão dos seus valores, conceitos, motivações e outros que predominam em sua vida? Creia nessa palavra que é profética de Deus para a minha e sua vida! Pois a trajetória da vitória começa com o quebrantamento e a humilhação no altar do Deus que nos salvou.

Pr. Waldyr Silva do Carmo

IGREJA CASA DE ORAÇÃO CEHAB
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prwaldyrcarmo@yahoo.com.br

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A morte não é o fim


Uma Senhora de 80 anos, membro fiel de nossa congregação, tinha sido submetida a uma cirurgia para a retirada de um tumor. Embora o tumor fosse maligno, ela estava em casa se recuperando bem. Quando telefonei para ver se poderia visitá-la, ela estava esperando para ser levada até o hospital para a radioterapia. Só havia tempo para algumas palavras, uma leitura bíblica e uma oração. Fui mesmo assim. Quando eu estava partindo, ela me parou à porta. Com um sorriso no rosto e um brilho nos olhos, ela disse: "Não estou pedindo a Deus para me curar, estou pronta para ir. Quando esta hora chegar, não vou morrer; vou viver!" "Morrendo o homem, porventura tornará a viver?" (Jó 14.14) Minha amiga, encarando a morte tinha uma resposta. Ela cria nas palavras de Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá." (João 11. 25,26). Para ela a morte não é um ponto final que representa o fim da vida; é um ponto-e-vírgula que separa duas partes dela. Se temos Jesus como nosso único Salvador, a morte é a porta para a vida eterna.

Somos todos iguais


“Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores.” (Tg 2.9)

O contexto do texto enfoca o cuidado que a igreja precisar ter para não fazer acepção de pessoas. Infelizmente essa realidade acontece na vida de muitas igrejas. Aquele que possui um nível social alto e é abastado financeiramente recebe um tratamento especial, enquanto, o que é pobre e simples é desprezado. Nas igrejas onde essa realidade é comum, os prejuízos são grandes. Sim, porque nesse contexto Deus não atua e o resultado que se vive são apenas os das vontades humanas prevalecendo. No contexto de uma igreja que vive dessa forma, a visão da mesma fica distorcida e essa realidade é transferida também para o contexto dos que a visitam. O tratamento dado ao visitante precisa ser o mesmo, tanto para o rico quanto ao pobre. Afinal, diante de Deus somos todos iguais! Aquele que faz acepção acaba por não perceber que está sendo exagerado ao fazê-lo, e visto por todos. Não percebe que está fazendo feio diante de Deus e dos homens. É necessário que a igreja esteja preparada para receber os visitantes de forma natural e primando também por não discriminá-lo ou excluí-lo. Esse é um dos caminhos para o avanço e crescimento da Igreja. O segredo do sucesso como temos falado, está na prática do amor. Quando amamos o próximo, refletimos o caráter de Cristo! Isto evidencia que o controle de nossas vidas está nas mãos e direção do Senhor. Logo, não haverá constrangimentos, angústias ou conflitos. O que reinará será a prática do amor fraternal que redunda em crescimento e amadurecimentos na vida da Igreja. Somos todos iguais! É dessa forma que Deus nos vê! É assim que também precisamos ver e viver.

Pr. Waldyr Silva do Carmo

IGREJA CASA DE ORAÇÃO CEHAB
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Os verdadeiros adoradores


“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (João 4.23)

Introdução:

Quem são os verdadeiros adoradores? Quais atitudes são vividas por eles e que tocam o coração de Deus? O estudo de hoje está baseado em João 4.23, quando Jesus afirma para a mulher samaritana, que a hora era chegada em que os verdadeiros adoradores iriam adorar o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai os estava procurando. À Luz desse texto, abordaremos algumas verdades que dizem respeito a esses servos que são autênticos, e que adoram e glorificam ao Senhor com suas vidas.

I – Os verdadeiros adoradores são procurados por Deus.

O texto que lemos nos afirma que Deus está procurando. Ele procura porque não há muitos! Procura porque são especiais e precisam ser encontrados. A Igreja de Cristo tem vivido dias de intensa adoração. Isto tem sido percebido através das prédicas, dos congressos que são realizados, no contexto da liturgia, dos grandes eventos de músicas gospel e outros. A adoração tem sido a tônica, o pulsar na vida de muitas. A realidade que tem sido vista e percebida é a de multidões e multidões dos que se dizem adoradores diante do Pai. Contudo, a pergunta que fica é: quantos de fato são verdadeiros adoradores? Quantos estão sendo encontrados no centro da vontade de Deus? Os genuínos adoradores que Deus procura, são aqueles que um dia entregaram por completo suas vidas para o controle total de Cristo. Para eles o viver é Cristo e o morrer é ganho. (Fl 1.21) Eles não adoram pelo que Cristo os dá, mas, pelo que Cristo é e representa em suas vidas. Não são movidos pelas circunstâncias, mas proclamam como Habacuque falou um dia: “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação”. (Hb 3.17,18) Eles negaram a si mesmos, tomaram a sua cruz e seguiram a Jesus. (Mt. 16.24) Esses são os autênticos adoradores que estão sendo procurados por Deus. Você é um verdadeiro adorador?

II – Os verdadeiros adoradores adoram em espírito e em verdade – Rm 12.1

De forma objetiva o texto lido nos afirma: “... em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade;” Há uma relação íntima do verdadeiro adorador com Deus. A adoração é em espírito e através da fé. É exercida também em verdade. Ela é fruto da sinceridade de um coração quebrantado e verdadeiro diante do Pai. Uma adoração exercida na sinceridade plena desse coração que sabe plenamente que Deus está recebendo a sua adoração. Você consegue imaginar a grandeza e plenitude desses momentos com Deus. O Pai procurou e encontrou o verdadeiro adorador! Esse se alegrou por ter sido encontrado por Deus! Um grande milagre começa a acontecer através do quebrantamento e entrega desse adorador que adora na certeza de que Deus está recebendo a sua adoração. Nesse contexto, o coração é aberto, lágrimas são derramadas e respostas de Deus são ministradas a esse coração. Esse milagre é para mim e você se assim formos encontrados pelo Deus que nos salvou.

III – Os verdadeiros adoradores tocam o coração de Deus com sua adoração.

O homem foi criado para glorificar a Deus. Entendemos então que o coração de Deus é tocado e alegrado, através da adoração dos verdadeiros adoradores. Ela é plena, pois, não consiste apenas nos momentos de liturgia ou íntimos que passamos com o Senhor. Ela vai além! Ela toca o coração do Pai, pois a vida do adorador é um culto ao Deus que o salvou. O cristianismo para esse crente não é apenas religião, mas, se tornou o seu estilo de vida. Isto, porque ele dá um bom testemunho diante da sociedade, é fiel para com Deus, vive em oração, se envolve com a Palavra e prima pelos valores do Reino. Essa é a adoração que alegra o coração de Deus e resulta em grandes respostas na vida do adorador.

Conclusão:

Como temos sido encontrados diante de Deus? Será que Ele tem nos visto como verdadeiros adoradores? Temos adorado em espírito e em verdade? Nossa adoração está tocando o coração de Deus? A resposta para essas perguntas está em cada um de nós, e somente nós temos a condição de tomar as decisões, para sermos encontrados no centro da vontade de Deus. Somente nós podemos decidir, para sermos achados como verdadeiros adoradores ou não, diante do Pai.

Pr. Waldyr do Carmo

Igreja Casa de Oração Cehab
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